http://ultimahora.publico.clix.pt/notici
(Ele)
Se por acaso me vires por aí
Disfarça, finge não ver
Diz que não pode ser, diz que morri
Num acidente qualquer
Conta o quanto quiseste fazer
Exalta a tua versão
Depois suspira e diz que esquecer
É a tua profissão
E ouve-se ao fundo uma linda canção
De paz e amor
(Ela)
Se por acaso me vires por aí
Vamos tomar um café
Diz qualquer coisa, telefona, enfim
Eu ainda moro na Sé
Encaixotei uns papeis e não sei
Se hei-de deitar tudo fora
Tenho uma série de cartas para ti
Todas de uma tal de Dora
E ouvem-se ao fundo canções tão banais
De paz e amor
(Ele)
Se eu por acaso te vir por aí
Passo sem sequer te ver
Naturalmente que já te esqueci
E tenho mais que fazer
Quero que saibas que cago no amor
Acho que fui sempre assim
Espero que encontres tudo o que quiseres
E vás para longe de mim
E ouve-se ao fundo uma velha canção
De paz e amor
(Ela)
Na sexta-feira acho que te vi
À frente da Brasileira
Era na certa o teu fato azul
E a pasta em tons de madeira
O Tó talvez queira te conhecer
Nunca falei mal de ti
A vida passa e era bom saber
Que estás em forma e feliz
E ouve-se ao fundo uma triste canção
De paz e amor
Linda Linda de morrer esta música. Boas férias.
Sou só eu que acho isto um escândalo??
Clientes vão pagar dívidas incobráveis da electricidade
Até agora, EDP tinha de assumir a totalidade dos custos com as dívidas incobráveis. A situação vai mudar a partir de 2009. Os consumidores vão partilhar este risco com a eléctrica, avança o «Diário de Notícias». Em causa estão valores entre 0,2% a 0,3% da facturação total. Em 2007, foram 12,5 milhões de euros.
Os custos com as dívidas incobráveis da electricidade vão passar a ser pagos por todos os consumidores. Hoje, é a EDP Serviço Universal que assume os encargos totais dessas dívidas. Mas a proposta da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) para o próximo período regulatório de 2009/11 prevê que os encargos com esses compromissos passem a ser partilhados com os consumidores de electricidade a partir do próximo ano, nas tarifas de electricidade.

- Foi um bom concerto no Campo Pequeno. Ainda não tinha lá estado pós-obras e agradou-me muito o espaço, a acústica e o facto de deixarem passar para a bancada quem tinha bilhete de plateia.
Apesar de não serem uma banda de culto, gosto muito dos Editors ao vivo, da sua modéstia, da entrega com que tocam as músicas e da teatralidade do vocalista com a sua voz que (espanquem-me) faz-me lembrar a do vocalista de Sétima Legião.
- Hoje de manhã tive uma discussão de trânsito com o condutor de uma carrinha funerária, com direito a vidro aberto e tudo. Os insultos vieram dele, eu portei-me como uma senhora.
Não, a carrinha não vinha com carga.
Ao que parece não foi a equipa da revista a responsável pela produção fotográfica porque a agência que representa a actriz entende que, como ela ainda está ligada a uma série infantil deve manter uma certa imagem...
Será esta?

Ou será que é esta?

Preciso de dicas, locais a não perder e se não for pedir muito, um hotel porreiro e modesto.

Bloc Party não me aqueceu nem arrefeceu. Para dizer a verdade, passei metade do concerto sentada nas mesas.
Arcade Fire.Uma experiência religiosa. Uma "pica" em palco que eu já não via em nenhuma banda há muito tempo. Nada daquilo é fabricado, tudo soa genuíno e faz-nos sentir como se estivéssemos na garagem de um deles a ver um ensaio da banda. É de uma potência, de um dramatismo inexcedível e no entanto, estavam meia dúzia de gatos pingados (literalmente) a vê-los. Como é que é possível??? A maior parte das pessoas foi-se embora depois de Bloc Party e mais inacreditável ainda, estava mais gente a assistir aos chatos dos Magic Numbers (uma espécie de Kelly Family mas em versão morena) do que aos Arcade Fire. Enfim, não sabem o que perderam.
No entanto há que dizer que Arcade Fire é mais uma banda de Aula Magna do que de festival, mas apesar de tudo portaram-se muito muito bem.
- Só a mim é que me enervam as meninas do anúncio da netcabo?
Pois é, tenho andado mais distante deste cantinho pelo que já se justificava um update.
Estou a 3 semanas de ser mãe. Sei com esta exactidão porque o parto será de cesariana.
Entretanto tenho andado nos últimos preparativos para a chegada do bebé e a contar os dias até ao Dia do Trabalhador, data em que provavelmente terei o Manel :)
Aqui fica uma foto do quarto:
Como não posso fazer esforços, os dias não variam muito. Este fim de semana vi o Little Miss Sunshine e adorei :)
Por outro lado vi o Borat e achei um disparate sem gracinha nenhuma.

A mulher raptora (Alice) é claramente desculpada e a sua imagem lavada nesta reportagem ao passo que, a família da bebé é de tal forma enxovalhada que o leitor menos atento se perguntará quem cometeu o crime aqui.
O texto vem cravejado de pequenas pérolas como (citando de memória) "a pequena Andreia vai passar de uma casa limpa onde nada lhe faltou para uma casa de pedra, enegrecida pelo fumo da lareira".
E continuando, apelidam a família de "pouco cooperante", razão pela qual dois dos filhos do casal estão institucionalizados.
Referem que a mulher raptora fez o que fez "por amor (...) para salvar a relação".
Mas está tudo doido?
O que Alice fez foi uma enormidade, um crime de um egoísmo sem limites e de uma premeditação assustadora, não obstante o facto de não ter tratado mal a bebé enquanto esta esteve à sua guarda.
Se os pais da bebé fossem de outro extracto social, será que os jornalistas iriam abordar o tema da mesma forma ou a raptora seria "linchada" em praça pública?
Não é pelo facto dos pais da bebé serem pessoas modestas e terem dois filhos numa instituição que tal desculpa a acção da raptora. O que eles precisam sim é de ser ressarcidos do mal que passaram e de ser ajudados a criar o melhor possível a bebé, seja numa casa de pedra seja noutra qualquer.

Fui ver este Diário de um escândalo , de Richard Eyre, ao centro comercial mais deprimente de Lisboa. As Twin Towers, cujo nome e aspecto exterior conferem algum glamour, são um buraco, um "centro comercial" com meia dúzia de lojas em risco de falir, espaço de restauração estilo cantina (que infelizmente hoje abunda) com alguns estudantes universitários a aproveitar o sossego do local para fazer trabalhos de grupo e pouco mais. Creio que se aquilo ainda não fechou ao cinema o deve. Sala civilizada, pouca gente com pipocas e filme com intervalo, o que na minha condição gravidíssima agradeço.
Sobre o filme, cuja trama assenta na paixão de uma professora de 30 e muitos anos por um aluno de 15, a destacar uma (mais uma vez fabulosa) Judi Dench, actriz que é capaz de nos transmitir 50 linhas com um só olhar, no papel de uma velha ultrapassada, amargurada e perversa. Excelente.
Cate Blanchet na sua "alvura" habitual, muito bem também ainda que algo excessiva em algumas cenas.
O filme vê-se bem, faz-nos pensar sobre o que é pedofilia e o que é o típico sonho molhado de um adolescente que se vê envolvido com uma mulher mais velha e lindíssima e vale a pena ir ver, quanto mais não seja por um papel belíssimo de Judi Dench.
Depois do último concerto a que fui (Festival do Sudoeste 2006) espero que a minha reentré em seja em grande, já recuperada do nascimento do Manel, para ir ver estes senhores dia 3 de Julho!!



Diz o Jornal Público que hoje às 18.55h será realizado um apagão simbólico em nome do clima do Planeta.
Digo eu: não se esqueçam de fazer save dos documentos em que estiverem a trabalhar às 18.50 h
Tenho tido sobre o assunto discussões muito inflamadas, que as pessoas atribuem ao facto de estar grávida. Não tem nada a ver. Não estou mais sensível por isso. Tem a ver com pensar sobre o assunto, ponderar o que pode vir de bom caso ganhe o SIM ou caso se mantenha o NÃO.
Na realidade, uma das questões que me dá que pensar é a incógnita legislativa caso ganhe o SIM. Ninguém sabe que medidas tomará o governo no sentido de legislar e "procedimentar" o assunto. De facto, o voto no SIM, não deixa de ser um tiro num escuro e um voto de confiança nas pessoas que nos governam, confiança essa que nem sempre é merecida.
Uma outra questão ainda referente à hipotética despenalização, prende-se com o seguinte:
Uma mulher que só se apercebe que está grávida às 9 semanas, tem uma semana para tratar do assunto. O Estado assegura-lhe a celeridade do assunto? Tem de marcar consulta com o médico de família que irá apurar da sua saúde psicológica, assegurando com a pressa que a decisão exige, que aquela mulher não se encontra bem para ter um bebé?
E uma mulher que só se apercebe que está grávida às 11 semanas? Como é que faz? Faz um requerimento ? Faz um aborto clandestino?
Em relação à vitória do NÃO:
Fica tudo na mesma? O aborto continua a ser crime e as mulheres continuaram a poder ter de ir a julgamento na sequência de uma IVG?
O Estado irá legislar a matéria ou daqui a 10 anos faremos mais um referendo?



